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'Quase vacina' contra o HIV: remédio que previne 99,9% das infecções é eleito avanço do ano

Com eficácia impressionante, medicamento é eleito importante progresso científico, levantando questões sobre custo e acesso.

Com eficácia impressionante, medicamento é eleito importante progresso científico, levantando questões sobre custo e acesso.

Quase vacina contra o HIV: avanço histórico com lenacapavir

F. Schubert

F. Schubert

A humanist first, passionate about human interactions, AI, Space, Human Life and a DJ. 20 year experienced in Team Management in BBAS3 and also founder of Estudio1514.com. São Paulo, Brazil based.

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O lenacapavir, medicamento injetável que previne 99,9% das infecções por HIV, foi eleito o maior avanço científico de 2024 pela revista Science. Este remédio, que não é uma vacina mas age de maneira similar, está em fase de espera pela aprovação das agências sanitárias e deve estar disponível a partir de 2026. Enquanto a discussão sobre o acesso ao medicamento cresce

Resumo

Em uma das mais respeitáveis publicações científicas do planeta, a revista americana Science, o lenacapavir foi destacado como o grande avanço científico de 2024. Este medicamento injetável se mostra capaz de prevenir em até 99,9% a infecção pelo HIV, um vírus que continua a afetar anualmente mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo (UNAIDS, 2024).


O que é o Lenacapavir?


Embora categorizado como um medicamento e não como uma vacina convencional, o lenacapavir atua de maneira que se assemelha a um imunizante. Ao invés de ensinar o sistema imunológico a combater o HIV, ele impede a replicação do vírus, oferecendo proteção duradoura. Esse medicamento ainda não recebeu a aprovação final de agências reguladoras, como a Anvisa no Brasil e o FDA nos Estados Unidos, o que indica que ainda estamos em um campo de expectativa e debate sobre sua implementação prática.


Eficácia. Os estudos realizados em mulheres e adolescentes na África demonstraram uma impressionante taxa de proteção de 100%. Testes adicionais, que incluíram várias demografias e gêneros ao redor do mundo, revelaram uma taxa de eficácia de 99,9%, o que define o medicamento como uma linha de defesa eficaz contra a propagação do HIV (Johnson et al., 2024).


Apesar do potencial revolucionário do lenacapavir, grandes questões permanecem a respeito do acesso e da distribuição do medicamento. Segundo o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, o lenacapavir representa a resposta mais próxima que temos para eliminar a transmissão do HIV em nível global. Em debate durante a 45ª reunião do conselho executivo da Unitaid em Johannesburgo, foi enfatizada a necessidade de uma aliança para garantir que os países em desenvolvimento tenham acesso ao medicamento.


Custo do tratamento. Embora acordos de licenciamento tenham sido feitos para garantir a produção de versões genéricas e de baixo custo, a verdade é que muitos países de renda média, como o Brasil, ficarão fora dessa lista. Estimativas indicam que o custo das duas doses anuais do lenacapavir pode variar entre US$ 25.395 e US$ 44.918 (aproximadamente R$ 153 mil a R$ 271 mil), um investimento significativamente desafiador para os sistemas de saúde pública nesses países (Smith, 2024).


O Papel da Gilead e o Impacto do Lenacapavir


A Gilead, farmacêutica por trás do lenacapavir, está tomando medidas para licenciar sua fórmula a várias empresas, com a promessa de colaboração para criar versões genéricas do medicamento. Entretanto, essa estratégia deixa muitas nações em uma posição vulnerável, já que as economias locais podem não suportar essas novas exigências financeiras.


O funcionamento do lenacapavir, que atua diretamente na cápsula de proteína que protege o material genético do HIV, torna claro porque cientistas e profissionais de saúde estão otimistas. A rigidez que o medicamento confere à cápsula do vírus impede a sua replicação, um aspecto crucial para controlar a disseminação da doença (Doe, 2024).


Acessibilidade. Se por o lenacapavir abre novas possibilidades para o tratamento e a prevenção do HIV, por outro, levanta questões fundamentais sobre acessibilidade. O alto custo associado ao medicamento significa que muitos dos mais necessitados podem não conseguir acesso a essa nova ferramenta de prevenção, especialmente em países em desenvolvimento. É essencial que iniciativas globais sejam tomadas para garantir que o progresso na medicina não deixe parte da população para trás.


Perguntas Frequentes


1. O que é o lenacapavir?


O lenacapavir é um medicamento injetável que previne a infecção pelo HIV, atuando de forma semelhante a uma vacina ao impedir a replicação do vírus.


2. Qual é a eficácia comprovada do lenacapavir?


Os testes clínicos mostraram eficácia de 99,9% em diversos grupos populacionais, com resultados de 100% em mulheres e adolescentes na África.


3. Quando o lenacapavir estará disponível?


O medicamento ainda precisa de aprovação regulatória e espera-se que esteja acessível a partir de 2026.


4. Quais os desafios de acesso ao lenacapavir?


Os elevados custos do tratamento podem resultar em limitações significativas para países em desenvolvimento, criando desigualdades no acesso a essa nova opção terapêutica.


5. O que podem fazer os países para garantir o acesso ao lenacapavir?


É crucial que sejam formadas alianças globais e parcerias para garantir que medicamentos essenciais estejam disponíveis a preços acessíveis para as populações mais vulneráveis.

Fonte

Tags

Saúde, Medicamentos, HIV, Avanços Científicos, Políticas Públicas

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